Faltando mais de um ano para as eleições municipais vários candidatos arrasados e bem sucedidos fizeram o famoso “troca troca partidário” para as disputas de administração das principais cidades brasileiras.
Em Goiás, estas foram algumas das troca troca mais relevantes que aconteceram: 3 deputados federais, 5 deputados estaduais, 20 prefeitos e aproximadamente 100 vereadores migraram para o PSD. Partido que começou forte de olho na eleição municipal de 2012. Não só em Goiás, mas no Brasil todo, grande parte dos integrantes do Democratas, sucessor do antigo PFL (Partido da Frente Liberal), está fazendo a opção de criar um novo partido político. Dentre eles o ex-presidente do BANCO CENTRAL Henrique Meirelles que trocou o PMDB de Goiás pelo PSD de São Paulo e Sandro Mabel que saiu do PR para o PMDB.
Desde 2007, o troca-troca partidário é proibido no país, sendo punido com a perda do mandato. Somente são permitidas trocas se o político provar que foi perseguido ou houve descumprimento pelo partido do seu programa ou estatuto. A medida foi considerada uma vitória da sociedade na luta pela moralização da política.
A democracia não pressupõe trocas constantes de partido. Aliás, quanto menos isso ocorrer, melhor. Quem pensa que o troca-troca de lado na política vai terminar pode estar enganado. O prazo vence para quem pretende ser candidato nas eleições do ano que vem. Quem não for se candidatar pode trocar de sigla a qualquer dia, desde que primeiro faça a desfiliação em cartório do partido do qual está saindo. Os mais oportunistas somente decidem lá pelo mês de setembro de 2012, depois de ter certeza de quem vai ganhar para continuar mamando.
Ah, mas dizem que no Brasil os partidos são comandados por pequenos grupos ou oligarquias familiares. Então, o troca-troca se justificaria. Não há dúvida de que, apesar de todos os pesares, a infidelidade partidária é uma prática histórica da política brasileira. Por aqui, é comum o sujeito entrar na política por um partido, se eleger e, logo em seguida, mudar de galho.
O assunto da reforma política vem de muitos anos. O prazo de um ano antes das eleições é só para os cidadãos que pretendem concorrer aos cargos em disputa. Já os eleitores em geral, para poderem votar em outro domicílio, têm até 9 de maio de 2012 para solicitar a transferência do título de eleitor para o novo município. São atitudes com essas que nós eleitores devemos ficar atentos para que pessoas como esses que não conseguem se quer a lealdade com seu partido governem-nos. Devemos ficar atentos e procurar acreditar naqueles políticos que fazem da política a honestidade. Mesmo que em tempos difíceis consigamos distinguir alguns.
Fonte: Jornal dos Municípios
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