Mauro Savi lembra que bancada republicana o derrubou da mesa da AL
Em entrevista ao programa Resumo do Dia nesta semana, o deputado estadual Mauro Savi revelou que um dos motivos em trocar o PR pelo PSB foi o descontentamento com os republicanos no último processo envolvendo a escolha da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Em janeiro de 2015, Savi se colocou como pretenso candidato a presidente da Assembleia Legislativa.
Porém, não encontrou respaldo do próprio partido, o PR, o que facilitou a ascensão do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), que veio a ser eleito presidente, bem como do deputado Eduardo Botelho (PSB) na primeira vice-presidência e do deputado Ondonir Bortolini, o Nininho (PR), como primeiro secretário. “Não posso negar que houve na eleição da Mesa Diretora, não um dissabor, mas uma decepção pois o partido não caminhou junto. Senti a necessidade de mudar e atendi ao pedido feito pela direção do PSB conduzida pelo Mauro Mendes [prefeito de Cuiabá] e o Fábio Garcia [deputado federal]”, disse.
Savi ainda revelou que o prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, também vai acompanhá-lo na troca do PR pelo PSB. “Rossato vai disputar a eleição e vai me acompanhar no PSB. Estou muito feliz pois estou retornando ao PSB onde obtive meu primeiro mandato. Ajudei muito o Fábio Garcia na Baixada Cuiabana na campanha eleitoral e o Mauro Mendes tem feito um bom trabalho em Cuiabá”.
Conforme o parlamentar eleito para o quarto mandato seguido na Assembleia Legislativa com 55 mil votos, a maior parte do seu grupo político vai aderir ao PSB. “Ainda essa semana vou assinar a ficha de filiação. Estou conversando com outros líderes.Outros amigos estão me ligando e dispostos a ir para o PSB. É bom unir esse grupo em um mesmo palanque. Quando estamos caminhando em um mesmo lado com projetos delineados é muito melhor”.
Com a abertura da janela que permite a mudança de partido sem a perda do mandato, o PR perdeu três deputados. Os deputados Wagner Ramos e Ondonir Bortolini, o Nininho, migraram para o PSD. Sobrou Emanuel Pinheiro e Sebastião Rezende.
Por RAFAEL COSTA
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