Contrários às mudanças feitas pelos parlamentares no pacote anticorrupção proposto pelo MPF, os manifestantes defendem a Operação Lava Jato
Contrários às mudanças feitas pelos parlamentares, os manifestantes defenderam a Operação Lava Jato e cobraram punições rigorosas para crimes de corrupção. Os atos começaram pela manhã em pelo menos 24 estados e no Distrito Federal. Em algumas cidades, os protestos ainda estão ocorrendo.
As manifestações foram convocadas por meio das redes sociais e organizadas pelos movimentos Vem Pra Rua, Nas Ruas e Movimento Brasil Livre (MBL). Os brasileiros começaram a ir às ruas por volta das 10h.
Em Brasília, ratos de papel e chuva
Na capital do país, segundo a Polícia Militar, 5 mil pessoas compareceram à Esplanada dos Ministérios. A organização estima que o número chegou a 10 mil. O grupo colocou ratos de papel dentro do espelho d’água do Congresso Nacional. O ato começou de manhã e chegou ao fim por volta das 12h15, quando uma chuva caiu sobre a cidade.
No Rio de Janeiro, a Orla de Copacabana ficou lotada de brasileiros vestidos de verde e amarelo e com cartazes contra políticos e a favor da Lava Jato. Até esta publicação, a Polícia Militar não havia divulgado estimativa de público.
Em São Paulo, os manifestantes começaram a concentração na Avenida Paulista no começo da tarde. Com gritos de “Viva Sérgio Moro” e “Lula na cadeia”, o grupo se reúne em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Também foram registrados atos no Paraná, em Goiás, em Pernambuco, na Bahia, em Minas Gerais, no Amazonas, em Alagoas, no Pará, no Espírito Santo, no Maranhão, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Sergipe, no Mato Grosso, no Acre, no Mato Grosso do Sul, em Tocantins, no Amapá, em Rondônia, no Rio Grande do Norte, em Roraima e no Ceará.
A resposta dos políticos
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), criticado durante vários protestos, afirmou que as manifestações são legítimas e ressaltou, por meio de nota, que, em menos de 20 dias, os senadores votaram 40 propostas contra a corrupção. Já o senador Roberto Requião (PMDB-PR), criticou os atos. Em sua conta no Twitter, afirmou que nos protestos estão presentes “movimentos de mentecaptos manipuláveis”.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou uma nota onde afirma que “manifestações desse tipo servem para oxigenar nossa jovem democracia e fortalecem o compromisso do Poder Legislativo com o debate democrático e transparente de ideias.”
Já o presidente Michel Temer não havia se manifestado sobre os protestos até as 17h do domingo. Em sua conta no Twitter, Temer publicou linhas de pesar pela morte do poeta e escritor Ferreira Gullar, mas não se manifestou sobre publicamente sobre os movimentos que ocorriam em todo o país.
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